clau

Quando uma pessoa me põe a escrever: aí tem. E ela já fez isso há tantos anos que eu nem imaginava o poder do flashback: não aguentei nem uma semaninha ;-)

Escrevo hoje por culpa da Clau. Uma mulher que ainda trago na memória - com exatidão - os traços europeus. Aquele jeito meio durão doido para desabrochar e que instigava quem tivesse o privilégio de se aproximar.

Uma mulher com uma inteligência colocada a raciocínios dos mais abarrotados de entrelinhas. Eu nunca li sem ler tanto na vida.

Clau tinha tanta intensidade em companheirismo, amizade e sentimentos, que deixou de ser surpresa as bolas que emergiam em sua pele. Decepções custavam-lhe noites e noites mal dormidas, além de seções de acupuntura não gratuitas.

Clau é a mulher de costas mais lindas que eu me tenho notícia.

E marcou uma época.

Sabe aqueles amigos que se encontravam para brincar todo dia depois da aula?
Pois é, a gente teve a nossa turminha via chat do Uol. Rolou até de ouvirmos as mesmas músicas enquanto “tc”, alguns do trabalho, outros privilegiados bolsistas , de suas casas mesmo. Carlbron bem alto.

E como a Clau já me provou pelo menos três vezes que joga as coisas ruins pro alto e fica só com as coisas boas, eu vou pular o passado mal resolvido entre a gente e dizer só das coisas boas que tive após esse novo contato:

Apesar da Clau parecer não ter mudado tanto. Apesar de saber que ela já passou por experiências dessas que alega estar botando ponto final pela, humm, quarta ou quinta vez. Apesar dos pesares da gente se conhecer de longa data. E porque ela me põe a escrever mesmo. Não tem jeito.

Se dizem que ela não tem se valorizado tanto nesses anos, o Pós-doc prova o contrário.

Se ela ainda não achou a metade da laranja, como tá escrito no perfil do orkut, sinal de que nem botar açúcar no limão e ser feliz, como orienta o perfil do orkut, ela conseguiu fazer ainda.

Se ela ainda carrega complexos, se não tem visto positividade onde os sinais de + são mais do que notórios, se ela (ainda!)complica porque acha que isso é necessário, tudo bem.

O que vale é que eu aprendi com ela o quanto uma mulher pode expressar das mais diferentes formas o anseio de ser amada.

E desde o show do Rush Cover que comecei a perceber que Geddy Lee cantando na orelha me colocaria a obter as melhores e criativas sacadas.

Quem é vivo, aparece. E só pessoas sinceras e verdadeiras permanecem sinceras e verdadeiras.

2 comentários:

Unknown disse...

Não acredito que vocÊ escreveu tudo isso. Não acredito que você ficou sumido por tanto tempo. Precisamos omar nossa cervejinha (ou suco) na Casa do Café!! Beijos e obrigada...

Unknown disse...

Relendo este texto pla e-nésima vez: o chat era do Terra rsrsrs
Saudades...
Bjos ;)