Há tempos eu não sabia o que era participar de uma comu no Orkut. Com exceção da administração ½ boca da comunidade do PSV, a coisa mais produtiva que fiz nesses 4 - 5 anos de manutenção de um profile no Orkut foi dar asas às bagunças em forma de joguinhos da comu Criativos.
Isso até me render a um papo de boteco de um grupo de moças modernas, confidentes e, aparentemente, muito bem resolvidas.
Bastaram dois ou três comentários cheios das mais harmônicas sintonias e lá estava eu acumulando pareceres, percepções, dando milho pro meu próximo artigo.
Nunca fui expert em relacionamentos; passei muito tempo em um que, recuperado, aponto como o grande erro da minha vida, mas que, como qualquer relacionamento, gerou aprendizado. E não foi pouco. Considero a lição como excelência aos sentidos, progresso profissional, evolução pessoal (vide a série de posts que registram algo nos moldes pelo blog), libertação de paradigmas, dogmas, o diabo a e de quatro. Já foi tarde, tendo em vista o que me tornei pós-trauma e o que é melhor: pessoas maravilhosas de verdade chegaram até mim.
Se me passei por imaturo anos a fio, restou-me mirar o topo, oras. O local com O maiúsculo, ocupado por aqueles definidos como O cara na linguagem coloquial moderna. Nada mais do que a maioria das mulheres intitula como A pessoa. O A. Aquela que arrebata, faz elas jogarem seus moralismos e pseudo-moralismos às traças. A pessoa que, de tão escassa, algumas julgam estar em extinção e levam do jeito que dá. Sem A nem amor.
É "A", a nota máxima acompanhada de "+" ou "parabéns" há anos esperada por essa mulherada mal amada e que, quem sabe, as agracia pelo bom comportamento.
Mas não adianta acender velas para Santo Antônio se a gente mesmo não for A.
As se atraem. Algo A+ está neles e, inevitavelmente, se identificam em meio à multidão de asinhos. As são distintos.
E quando o encontro ocorre, há algo vogal-sensorial, classe A no ar. Que seja composto por compreensão, humor e sexo, de acordo com o Razão Gulosa, e que foi muito bem definido como trindade do relacionamento, capaz de produzir movimento.
Dentro da minha leigalidade, ainda ousaria acrescentar alguns elementos, como cumplicidade de alma, afinidade afinada, objetivos com afinco, propósitos com ternura e um "querer" mesclado a um "por assim ser" que só de olhar identifica-se tratar-se dAs pessoas.
E lá se vão a A e o A. Dois Alfas. Antenados, alegres, amantes em meio aos anônimos.
Artigos definidos a viver o lado A do disco a tocar A letra A do Nando Reis que, a propósito, é O Cara:
A com A só pode dar Amor.
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