E se a gente fizesse uma vida de nós. Não um post. Isso já foi. Mas uma vida.
Constituída pelo que nos sintoniza.
Um vida de nós, com bastas de dores entre eu, tu; mim e você.
Uma convivência entre duas almas.
Intensa como a sua e tranquila como o que pretende ser a minha.
Complementos.
Com momentos entre corpos que se completam com os textos.
E se a gente se completasse com os encantos seus e as correrias minhas. E tornasse o vida de nós, um todo de nós mesmos?
E se esse todo fosse dividido em capítulos. Idem post anterior. Para sair daqui e materializar-se em sentimentos.
E se a gente substituísse o ontem pelo agora. Se trocássemos e-mails como quem troca roupas do armário. E olhares como os momentos certeiros dos ois nos comunicadores.
Essa vida de nós tem título como qualquer texto. Só que teria a prática dos pigmentos.
Pois cheios de posts, mas ninguém havia escrito um capítulo verdadeiro.
Posts cheios de passado, registros, tentativas, devaneios. mas faltou pele, gosto, cheiro.
Textos que foram ponto de desencontro entre dois sujeitos: o que quer e o que pode voltar a querer, reunidos pelo ato solitário da espera em contraponto ao ato solitário da demora.
Vivemos esses atos, fazendo um ato literário, como poderíamos ter escrito com bocas, tatos, eixos.