Tudo começa com a colocação do sagrado fone de ouvido sem fio. A cabeça baixa ligeiramente, os olhos dão aquela virada clássica de quem se concentra e o Iron, Metallica, U2, Nightwish oU Kasabian começam os seus concertos.
Em seguida apanho o job impresso e o encaixo abaixo do teclado. Parece que assim ele torna-se extensão dos dígitos que adotarei ao formular frases.
A garrafinha de água está sempre cheia e, vez ou outra, dou aquela golada entre as inúmeras vezes que releio as linhas.
Há casos em que o transe é tamanho que nada me desatenta. Mas há também momentos de criação em que posso abrir, fechar e responder e-mails sem o menor problema. A possessão criativa não me arrebata geralmente. Só de vez em quando eu acho sobrenatural a velocidade em que gero letras.
E assim eu crio propaganda.
Boa música na orelha. Se rolar bocejo, meto cafeína na veia.
Muitos materiais impressos organizados sobre a mesa de modo a deixar algum espaço à esquerda e à direita.
Um mísero modo de digitar com apenas dois, três dedos, além de um cérebro metido a processar, adequar, readequar e pensar o fim sem nem ter chegado ao meio - e se necessário fazer do fim o começo - com algum entusiasmo e talvez alguma eficiência não-próprios de quem se moldaria a fazer as mesmas coisas sempre sob os mesmos preceitos.
Um comentário:
cada um com seu sistema. o brief digital me agrada mais, adoro diagramar o texto enquanto leio. janelas, todas as janelas abertas, a inspiração vem de posts assim como o teu. como feeds o dia todo, não menos que heavymetal. debaixo do teclado rascunhos, eu desenho pra baixar o santo. um dia faço o milagre dos 100 títulos por job, quando souber mutiplicar o tempo.
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