E se meus olhos procurarem os seus?
Então não existiu sequer um passeio no shopping como o único objetivo. Nem uma ida à academia. Ou uma espiada pela janela.
Podem as contas serem pagas no banco, lotérica, supermercado; os caminhos casa – trabalho mudarem, encurtarem ou até se estenderem. As viagens virem, irem, as pessoas passarem. Não haverá um encontro entre olhos que não tenha sido previamente esperado como sendo o dos nossos.
Porque mesmo que a probabilidade seja irrisória de você estar lá, ter a certeza faz necessária a olhadela. Vai que está. Zero-zero-zero-zero-um por cento de chance que seja.
E assim como um flerte não correspondido meus olhos pairam, quem sabe rastream o ar, a avistar tudo e todos. Numa busca menos espiã que a feita por Sharbat Gula, mas de olhos atentos a qualquer movimento dos olhos do planeta.
Porque onde muitos simplesmente fechariam os olhos, os meus se abriram à sua indiferença.
Escrevi só após o término do Desafio 1 - E SE? de meu projeto mais recente:
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