Tantos vícios destrutivos por aí e eu me esbaldando em rajadas dominicais de endorfina.
Malhar em parque é meu vício (e que vício mais careta): todo mundo dormindo horrores no domingo e eu pirado por sair da gaveta.
Pudera, semana toda sentado em frente ao computador, no mínimo 14 horas por dia, e eu travo, literalmente. Daí acordo carente no fim de semana por alongar, pagar barra, ver a vida, correr pra desobstruir as narinas.
Mas tenho de admitir que vivo no dilema parar e começar, parar e começar. Treinar virou um pára - começa eterno.
Desde 1996 tou nessa de academia. Já fui porrudo até 1998, capenguei treinando até 1999, em 2000 descobri as caminhadas e malhação ao ar-livre. 2003 eu treinava na USP; 2005 eu tava correndo numa pista perto de meu apartamento; 2006 eu me deliciava no Parque Buracão, onde tantos outros se afundavam num baseado... e eu lá, puxando barra pracaralho.
O problema de treinar em parques é o frio. Quando ele chega não dá pra encarar o vento gélido. Mas enfim, como tudo é um eterno recomeço nesse meu vício, chega a primavera-verão e eu arrebento. Bastam 30 dias e os ombros estão daquele jeito.
Incho geral e calibro os braços sem esforço, se acreditar que pagar 6 séries de 8 numa barra para mim é tão prazeroso quanto comer chocolate. Vai na boa e a auto-estima agradece.
Ultimamente não, mas havia um inconveniente sério nos meus treinos em parques: os homossexuais.
Nada contra a classe, mas ocasionalmente os maníacos do parque viviam às rondas nos locais em que eu estava treinando. Me sentia observado e era muito chato. Me sentia como uma mulher paquerada na caruda deve se sentir. Na boa, incomoda; provei na prática.
Que ridículo aqueles FDPs atrapalhando meu treino. Tanto é que me vinguei um belo dia e caprichei no sopapo. Não sou caça e nem pretendo ser caçador, mas estava ali para fortalecer os braços.
Eu estava desde março sem treinar, tava me sentindo magro já - embora o peso continue praticamente o mesmo - e ainda vivendo sem a comidinha da mamys, mas tou voltando a malhar pela 157ª vez.
Desse vício eu não largo enquanto não recomeçar pelo menos mais 150.
Um comentário:
os bichas do parque metem medo até nos parrudos. santa saúde, vai lá!
domingo é pra dormir, e antes que os ponteiros acusem, meu tesão agora é o pilates.
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