a) Passa o que eu passo
Academia, passo. Aula de guitarra, passo. O dia e muitas vezes a noite eu passo no trabalho.
b) Sofre o que eu sofro
Você tem alguma gaveta sobrando para guardar uma porção de boas idéias?
c) Vibra com o que eu vibro
Quem resistiu aos Mamíferos? À pipoca e guaraná? Ao primeiro sutiã?
d) Engole o que eu sou obrigado a engolir (ou glups básicos do dia-a-dia)
- prazo sempre esgotado
- atendimento tentando mudar tudoooooooo. Glup! Não vou me aprofundar senão você engasga.
e) Fala sempre dos mesmos temas
Veja bem, isso não é uma crítica. Publicitário é assim mesmo. É muito mais fácil as pessoas próximas viverem a nossa vida do que nós as delas. Isso porque a gente troca (às vezes por querer, às vezes sem querer) a vida pela propaganda. E a família, namorada e amigos vão no embalo. Adequam-se aos nossos horários. Conversam conosco sobre os nossos dois assuntos. Encantam-se com as mesmas propagandas que a gente vibra. Indignam-se com a não-aprovação de uma boa idéia que vai acabar na gaveta, enfim.
Agora, escrever sobre os mesmos temas, é interessante quando se apresenta uma particularidade da profissão com opinião formada e sugestões, passando uma renomada ou não experiência, ou até mesmo só para mostrar habilidade em fechar com frases de efeito, como a maioria dos textos publicitários. E, como não poderia deixar de ser, acontece abaixo.
O bom de escrever aqui é que todo mundo está no mesmo barco.
Aos marinheiros de primeira viagem, tripulantes, capitães: espero que vocês sempre remem à favor, mesmo quando a água chegar ao pescoço. Para que tudo o que a gente passe, sofra, vibre e engula valha mesmo a pena nesse mar da propaganda e marketing.
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