
Design = Designo = Destino = Explosão de criação. Uhulll!
Acho que o WO (N. do E.: Washington Olivetto) no fundo, no fundo, era ou é designer.
Eu devia ter seguido meu instinto de desenhar índias e mulheres seminuas na parede do meu quarto e partido pro design. Muito mais vital do que a publicidade, o design parece a solução do mundo. Traz paz. Harmonia. Recicla. Inspira.
Não sou um expert, mas acho que o design deve ser a união de todas as artes existentes numa massinha daquelas de infância até a construção de arranha-céus.
Design tem um Q foderoso. Por ter ficado em inglês e lembrar desenho em português, a palavra “causa”, “chega-chegando”, entende? Um marketing pessoal perfeito.
Se a premissa da publicidade é vender e ela tenta, tenta, tenta e por vezes vende nada, o design pretende gerar movimento que, se for o caso, gere venda. Por isso está à frente da advertising, que graças aos céus chamamos de publicidade mesmo.
Design é uma palavra moderna e ainda por cima clássica. De novo: “causa”.
A publicidade se apropria do design. O design engole a publicidade. Ao sair na rua, o que mais me chama a atenção não são os outdoors: são as formas, as linhas, as cores, as luzes harmoniosamente embelezando a vida corrida. A publicidade é o fato e o design, as entrelinhas.
Deus está mais para designer do que para criativo de publicidade. O imaginário e o maginário em meios que outrora eram poluídos pela propaganda-povo ganharam a força do termo que renovou o trabalho de artesãos, artistas em geral e arquitetos. Se o objetivo da publicidade é gerar uma reação em alguém, deveria seguir os princípios de design: chamar a atenção pela composição interessante ou até fantástica dos elementos. Encantar, surpreender, fazer a gente ficar com vontade de ter, rolar sinergia, química, desejo, orgasmo. Compra.
Almap BBDO faz design. As peças impecáveis, aquelas que causam frisson tamanha perfeição são designers camuflados em página-dupla. Designe (isso mesmo, você não leu errado) designe talento às suas peças. Coloque o vender como consequência de encantar verdadeiramente o ser que verá o anúncio. A estética vende mais do que aqueles splahes que só são soluções para para clientes que nem sabem o que é uma mandala.
Por mais beleza e menos dureza. Por mais harmonia e menos tosqueira. Que diretores de arte mostrem o seu verdadeiro talento estético. Que redatores sejam designers das letras.
(publicado hoje na Casa do Galo)
2 comentários:
a primeira marca que pinta na cabeça quando leio "design" é a maçã do Jobs. quase um sinônimo/um símbolo.
só uma marca completa se preocupa e faz uso das possibilidades do design.
ps.:
não rola um "rafe", nenhum "desenho em relevo" entre os pensamentos nefastos? aaah conta aí!
:-P
primeiro eu aprendi a desenhar. mas aí minha mãe nao deve ter gostado das índias desenhadas na parede...
Postar um comentário