
Antes que eu seja taxado de Judas pelo pessoal de Criação, vou logo me defendendo: estou eu exercendo o direito de usufruir de duas das mais clássicas Leis de Marketing, aquelas mesmo que a gente decora na facul, de autoria dos digníssimos Ries e Trout:
1 - "É melhor ser o primeiro do que ser o melhor".
2 - "Se não puder ser o primeiro em uma categoria, estabeleça uma nova categoria em que possa ser o primeiro".
Por isso, caros Criativos quebradores-de-pau quase que diário com Atendimento: leiam, interpretem à vontade e, se isso não tiver um mínimo de fundamento, ok, que arremessem os pedregulhos.
Atendimento é a ponta do iceberg. O pelotão de frente. Aquele sujeito que não economiza no hidratante de modo a deixar a face macia, suave e perfumada para receber tabefes.
Porra... já basta o que essa turma passa nas mãos dos clientes. Lembra como o Darth Vader estrangulava seus subordinados na trilogia Star Wars? Pois é essa a imagem que tenho quando um Atendimento sai das reuniões mal-sucedidas com os Sith.
Se você estiver a fim de ser Atendimento, por favor, não precisa deixar de ler o resto do texto. Continua vai, só que já receba os meus votos: que a força esteja com você.
Atendimento é o publicitário que faz a ponte Agência-Cliente, Cliente-Agência. Sem ela, os negócios da agência andariam em mão única até a hora que deixariam de andar. Aqui, reforço com o que presenciei pelas minhas andanças: já vi conta ser perdida porque o Atendimento simplesmente abandonou o barco e deixou a responsabilidade a um Criativo. Bastaram 30 dias e o cliente bateu asas. Por isso, mão única nem pensar. Tem que ser uma ponte. E ela só pode ser feita de Atendimento.
É preciso ser vendedor e psicólogo, Gandhi e Romário, advogado do diabo para ser Atendimento. É ele quem entra em contato, quem liga, quem sua frio com os prazos, quem devem estremecer quando não tem informação alguma para escrever no brief (mas pulemos essa parte), quem tenta marcar uma reunião, uma apresentação para o cliente e quem, olha só, apresenta o seu filhinho amado, amigo Criativo, como se fosse o "sobrinho" dele. Aí é que chegamos à grande questão que fica ótima como negação: Sobrinho não é filhinho.
No momento fatídico da apresentação da campanha, dêem uma trégua e dividam por alguns momentos a paternidade do pimpolho para, de repente, aumentar a chance de aprovação da parada. Depois você fica com os louros à vontade, enquanto o Atendimento se contenta com a mera sensação do dever cumprido.
Dizem que em briga de marido e mulher não se põe a colher, mas me digam se essa troca de elogios tem fundamento: As pérolas do Atendimento
E a sua réplica: Pérolas do Atendimento
Enfim, o amor está no ar:
Salvem os Atendimentos
Job na pauta dos outros é refresco
AtendimentoXCriação – Uma relação ambivalente
Para quem esta minha bagunça semanal não serviu bolhufas e vai continuar com os pitis de todo santo dia, fica a velha lição de que uma briguinha de vez em quando só serve mesmo para apimentar a relação.
Vocês se amam, isso sim ♥
Abraços e curtam o filme da MatosGrey bem juntinhos ♥
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